sábado, 19 de abril de 2008

Mulheres se rendem às motos

Da garupa para a direção. A participação crescente das mulheres nas vendas de motocicletas no Brasil tem alegrado montadoras e surpreendido os centros de treinamento de condutores. A presença feminina em alguns modelos mais leves e práticos chega a 60% e as empresas apostam em aumento nos próximos meses. Os preços das motos populares, que não chega a R$ 8 mil, com financiamento facilitado igual ao dos automóveis, têm ampliado o número de capacetes rosas nas ruas de todo o Brasil. As vendas de motocicletas entre 2006 e o ano passado subiram 23%, ao passar de 1,2 milhão de unidades para 1,6 milhão, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo).

Pesquisa mais recente sobre o perfil dos compradores, feita pela entidade, mostra que as mulheres são responsáveis por cerca de 25% do mercado de motocicletas novas vendidas no Brasil. Em 1995, essa representação não chegava a 15%. “O que ocorre no segmento de motocicletas é somente reflexo daquilo que já ocorre também em diversos outros segmentos do mercado”, comenta o gerente nacional de Vendas da Yamaha Motor do Brasil, Minoru Matsumura, se referindo à busca por maior competitividade.

O gerente de Desenvolvimento de Novos Produtos da Honda, José Luiz Terwak, diz que a presença das mulheres no mercado de motocicletas é significativa. “Existe uma mudança no comportamento delas, que têm usado não apenas para transporte, mas para trabalhar em vendas ou deslocamento entre clientes”, afirma. Segundo ele, a montadora tem percebido de forma clara essa evolução. “A linha Biz atualmente tem 60% de participação das mulheres por causa de suas características”, diz Terwak. Entre 2006 e o ano passado, as vendas desse modelo passou de 170,4 mil unidades para 210,1 mil, o que significa expansão de 23,3%.

A Honda Biz, assim como as concorrentes Yamaha Neo, Suzuki Burgman e outras, fazem parte da categoria conhecida como scooter, a preferida da mulheres, segundo fabricantes e vendedores. Os motivos do sucesso são fáceis de entender. O tanque fica embaixo do banco, o que deixa as pernas livres, permitindo até mesmo pilotar com saia. “Além disso, por serem automáticas, não há embreagem, a direção é muito mais fácil e existe proteção para os pés (o que permite guiar até de salto alto)”, explica o diretor-executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes.

A diferença de preço em relação ao automóvel e a economia com combustível são outros atrativos da motocicletas. A auxiliar administrativa Poliana Silva ganhou uma moto do tipo scooter há três meses e já vê os resultados no bolso. “Gastava em passagem de ônibus cerca de R$ 25 por semana, sendo que agora de gasolina são R$ 8. Outra vantagem é que demorava uma hora e meia entre minha casa (Bairro Caiçara) e o trabalho (Funcionários). Agora, são 25 minutos”, comenta. Esses modelos têm preços que variam de R$ 5 mil a R$ 7 mil, dependendo da marca e motor.

O motoboy Márcio Alves Sena e a mulher, Fátima de Carvalho, compraram esta semana uma moto para ela ir trabalhar. “A locomoção é bem melhor e vou economizar um bom tempo. Atualmente, passo umas duas horas no ônibus e já vi que vou reduzir para uns 45 minutos”, comenta Fátima, que está fazendo aulas de direção e pagou R$ 6,1 mil, à vista, por um modelo de 150 cilindradas. A vendedora Luana Eutéquia Barbosa ainda pesquisa preços nas lojas, mas tem certeza de que uma moto vai facilitar sua vida. “É mais barato manter do que um carro. Acho que a mobilidade e os preços atuais compensam o investimento”, afirma.

Nas auto-escolas, a presença das mulheres nas aulas de direção tem surpreendido. “Atualmente, cinco de cada 10 clientes que chegam aqui são mulheres, e o interesse por motos parece prevalecer. Acho que a praticidade do transporte e a facilidade para comprar e vender atraem principalmente aquelas clientes entre 25 e 30 anos”, diz Juliana dos Santos, do Centro de Formação de Condutores Nova Sion.
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Só tenho uma coisa a dizer sobre isso!
Que bom!

4 comentários:

disse...

Ainda vou ter minha Burgman vermelha!!

Só que meu capacete jamais será rosa!! hehehe...
Já tenho o meu branco e vermelho!

Fefa Liguori disse...

Ah sim, eu tb vou ter minha moto um dia!
Ou, pelo menos, a minha família vai ter uma, para os passeios e viagens.

Anônimo disse...

loirinha....
estou pensando seriamente em adquirir a minha motocicleta..devido a praticidade, economia e liberdade...

Glau disse...

Eu estou seriamente pensando em aprender a pilotar uma moto, mulher numa moto é tudo de bom...acontece
que os retrovisores tem medo de mim...mas isso é por pouco tempo!!!! kkkkk